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O papel dos EUA na história das Cervejas

  • Foto do escritor: Palato
    Palato
  • 8 de nov. de 2017
  • 3 min de leitura


Olá! 

Hoje falaremos sobre a escola mais jovem de todas: a Americana! Particularmente nem concordo com o termo “Americana” pois a história da criação dessa escola passa-se exclusivamente nos EUA e não em todo o continente. Ao meu ver, escola Estadunidense seria mais adequada, mas enfim... Não sou eu quem faz as regras hehehehe. Mas voltando... A atividade cervejeira nos EUA iniciou-se com os colonos ingleses (é dito que o navio Mayflower que trazia os Peregrinos puritanos da Inglaterra teve que atracar em Massachusetts justamente porque acabou a cerveja da tripulação) e imigrantes alemães que, no século XIX, sempre foram exímios cervejeiros. 

Por um tempo os cervejeiros importavam os insumos, mas para baratear os custos, em meados de 1880, resolveram utilizar produtos locais (a dupla polêmica: milho e arroz) o que permitiu, aliada a uma rápida fermentação e novos processos industriais, culminar na criação de cervejas com uma suavidade e cristalinidade únicas. As primeiras American Lagers!

Em 1910 os EUA já eram os maiores produtores de cerveja do mundo, porém veio a chamada Lei seca total em 1920 que proibia qualquer bebida alcoólica no país e durou por pouco mais de 13 anos. Pois, claramente só fez enriquecer os contrabandistas e mafiosos, como o famoso Al Capone. Porém, as companhias de bebidas nesse intervalo não fecharam as portas. Cresceram fortalecendo suas cadeias de distribuição e focando em refrigerantes (o boom dos refrigerantes de cola!). Com a abolição da lei e a volta das cervejas nas prateleiras o costume de uma geração que passou quase 15 anos com o gosto doce dos refrigerantes permeando seus happy hours trouxe uma certa aversão ao amargor das cervejas e assim nasceram as modernas American Lagers, o estilo mais consumido no mundo. Graças ao poder econômico e cultural dos EUA, a cerveja entrou nas casas e barzinhos de todo o planeta a ponto de muita gente (arrisco até uns 90% da população brasileira) achar que cerveja é só isso, ou nunca ouviram: “mas você bebe cerveja normal né?”, referindo-se justamente a esse estilo.

O lado bom dessa massificação resultou numa ânsia por algo novo, inusitado, que fuja todos os padrões, que impacte, que impressione, que choque! Com uma economia bem liberal e que facilitou a criação de empresas (algo que precisamos urgentemente pelo bem das cervejas locais) houve um gigantesco boom de cervejarias nos EUA e o resultado disso foi a aparição de uma variedade enorme de cervejas: Ora super amargas, ora bastante aromáticas, ora extremamente ácidas, ora com combinações extremamente exóticas e inusitadas. A escola americana é o laboratório que testa os limites do mundo cervejeiro! 


Brooklyn East IPA

ABV 6,9%

A cervejaria Brooklyn é bem famosa em suas receitas pelo uso exagerado (como pede a escola) de lúpulos americanos. A Brooklyn East IPA é uma American IPA baseada na receita de uma English IPA, ou seja, foram utilizados tanto lúpulos ingleses quanto americanos remetendo os períodos de colonização.


Maniacs IPA

ABV 4,7%

Apesar de ser rotulada como uma IPA, sempre digo aos meus amigos que a Maniacs IPA apresenta muito mais características de uma Session IPA. Session IPAs são cervejas mais softs, no caso dessa cerveja ela apresenta um amargor inferior a uma American IPA aliada a um altíssimo drinkability e delicioso aroma cítrico. A brasileira Maniacs IPA é A cerveja de quem adora cervejas aromáticas e ainda não se acostumou com o amargor. Ah... E também bastante acessível! Ótimo custo benefício! Não acredita? Confere na prateleira do Palato!


Hopfen Imperial German IPA

ABV 8,5%

Não, prezado cervejista. Não existe esse estilo “Imperial German India Pale Ale”. Mas a ousadia da escola é religiosamente respeitada nessa cerveja brasileira que é uma deliciosa Imperial IPA perfeitamente dimensionada para o estilo americano e feita com insumos 100% alemães! Sabor caramelado intenso, amargor altíssimo e bem longo e um aquecimento alcoólico bem marcante. Não deixem de provar harmonizando com a Costeleta à moda do Engenho no Palato Ponta Verde!

Sobre o autor: Jayme Marden é Sommelier de cervejas formado pelo Instituto de Cervejas do Brasil (ICB-SP) em conjunto com a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP) e a Association de la Sommellerie Internationale (ASI), sócio-fundador da Associação de Cervejeiros Caseiros e Artesanais de Alagoas (ACervA Alagoana) 

 
 
 
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